O principal atributo funcional da raça Campolina é a marcha, um dom natural somente presente na genética de poucas raças brasileiras e mundiais. Para conhecer marcha é preciso desenvolver, com o tempo, a cultura da marcha, através da prática, enriquecida pelo estudo. Mas também é preciso possuir sensibilidade, visual, auditiva e de tato. Visual, para identificar a ocorrência dos momentos de apoios tripedais dos cascos, o que é o indicativo principal da naturalidade e qualidade da marcha. Percepção auditiva para identificar, através dos ruídos gerados pelas batidas dos cascos no solo, os quatro tempos da dinâmica da marcha, ao contrário dos dois tempos da dinâmica do trote. Através do tato, o cavaleiro/amazonas pode sentir, através do assento na sela, o grau de comodidade da marcha, o equilíbrio e, até mesmo, identificar a modalidade de marcha.Para tornar a marcha ainda mais complexa, existem várias modalidades, sendo que, em cada uma delas, o exemplar Campolina pode executá-la no tipo "marcha de passeio" ou no tipo "marcha de competição", dependendo da velocidade e do estilo. Na "marcha de passeio" o animal desloca-se mais lentamente, de forma mais relaxada. Já na "marcha de competição", a velocidade é um pouco maior e os deslocamentos são enérgicos, mais flexionados e elásticos, como resultado de uma maior força de impulsão, gerada pelo trabalho dos membros posteriores. O Haras Porto Rico iniciou a criação de Campolina há quase 10 anos atrás. Desde o início, Adelton Moraes, o proprietário, teve como meta de seleção a marcha diferenciada, de competição. Os resultados positivos desta meta de seleção não poderiam ser melhores. Em 1996, o Haras Porto Rico conquistou o Campeonato Nacional de Marcha da categoria Égua Adulta. Daí em diante, foi uma sucessão de vitórias, que consolidaram o sufixo "Porto Rico" como sinônimo de "Excelência da Marcha".


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Iris do Porto Rico,Campeã Nacional de Marcha/1996