Origem do cavalo pampa no Brasil e no mundo

 


No Brasil, não há registro de uma data precisa da primeira introdução de animais de pelagem pampa, mas acredita-se que a pelagem foi introduzida através de alguns poucos cavalos de origem bérbere, trazidos pelos colonizadores portugueses e, posteriormente, pelos cavalos holandeses, quando da invasão de Pernambuco. Através destas raças, também foi introduzido no Brasil um tipo de andamento naturalmente marchado, razão pela qual o Pampa brasileiro apresenta, além de suas belíssimas variedades de pelagens, outro relevante fator diferencial de mercado: a marcha. Esta característica funcional qualifica o cavalo Pampa nacional como um eqüino ideal para o lazer - passeios, turismo eqüestre, cavalgadas, enduros de regularidade. No mercado internacional, um Pampa marchador é uma "jóia" de inestimável valor, e raridade!


Um fato histórico importante é que a pelagem pampa não é de incidência frequente nos cavalos de sangue Andaluz, incluíndo o Luzitano e o Altér, estas ultimas raças originárias de Portugal, cujas pelagens principais são as tordilha e castanha. As principais raças brasileiras foram formadas com base no sangue Andaluz. Tal fato justifica, em parte, a população ainda pouca numerosa de exemplares de pelagem pampa no país, aliado ao fato da quase inexistente pressão de seleção até o surgimento da ABCPAMPA.


Em meados do século XX, após a fundação das associações dos criadores de cavalos Mangalarga, Mangalarga Marchador e Campolina, a pelagem pampa foi sendo selecionada por alguns poucos criadores destas raças, que se constituem na base do alicerce da formação do cavalo pampa brasileiro de sela.


Quanto à origem do cavalo pampa americano, esta é bem mais antiga e consolidada. O marco zero foi o ano 15l9, quando o explorador espanhol Hermando Côrtes trouxe para o continente americano uma tropa composta de 16 cavalos de guerra, entre os quais havia um branco com manchas escuras no ventre. Do cruzamento deste animal manchado com os nativos "mustangs" americanos originaram-se os cavalos "Pinto" e, posteriormente, com base em infusões do sangue da raça Quarto de milha, foi formada a outra raça americana de cavalos pampa, conhecida como "Paint", e que teve um desenvolvimento mais acelerado, devido à grande popularidade do cavalo Quarto de Milha naquele país. Portanto, o "Pinto" e "Paint" integram diferentes associações de criadores. Pinto é uma palavra de origem espanhola, significando pintura, estampa, colorido, identificando nos Estados Unidos uma grande agrupamento de cavalos pampa portadores de um tipo morfológico do padrão internacional do cavalo de sela, registrados pela Associação Americana dos Criadores do Cavalo Pinto. Ao contrário, os exemplares "Paint" apresentam uma conformação do cavalo Quarto de Milha, sendo registrados na Associação Americana dos Criadores do Cavalo paint.


Cavalos injustamente discriminados por uma minoria elitista e admirado por uma massa incalculável de aficionados, os pampas conquistaram fama mundial ao desempenharem o papel de "bandido" nos filmes americanos de "western" e de guerra entre exércitos e índios. Montados pelos índios, geralmente a pêlo, estes cavalos coloridos, autênticos "mustangs" das pradarias americanas, ainda hoje encantam olhares de milhões de telespectadores em todo o mundo, seja pela beleza de sua pelagem e conformação, pela coragem, a velocidade, a agilidade.


Povoado por manadas de cavalos selvagens, o oeste americano foi desbravado nas patas de cavalos pampas, tornando-se as montarias de preferência dos índios e, particularmente, dos índios "Comanches", famosos pelas suas exímias habilidades como cavaleiros do oeste americano, mais velozes do que as cavalarias, diligências e trens. O laço era o instrumento principal de contenção, transformando-se também em cabresto e rédeas. Os índios Comanches idolatravam os cavalos Pampas, acreditando serem os favoritos dos Deuses.


 

 


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